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Taxa básica de juros sobe e é fixada em 3,5% ao ano

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quinta, 06/05/2021 as 08:22
Foto: Reprodução

O Comitê de Política Monetária do Banco Central voltou a elevar a Selic

Após reuniões na terça e na quarta, o Copom fixou a taxa básica de juros da economia brasileira em 3,5% ao ano. 

O mercado financeiro já esperava pela elevação da taxa, que estava em 2% ao ano, e o ajuste veio no patamar previsto: 0,75 ponto percentual.

Em março, quando elevou a taxa de 2% para 2,75%, a autoridade monetária já tinha sinalizado que faria elevação em nível semelhante na reunião desta semana.

Naquela ocasião, o Copom justificou que os indicadores de atividade econômica mostraram recuperação da economia e que as expectativas de inflação haviam sido revisadas para cima.

Vale lembrar que a Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA.

Em março, o indicador fechou acumulando alta de 6,10% em 12 meses, valor que já supera o teto da meta de inflação.

Para 2021, o Conselho Monetário Nacional fixou meta de inflação de 3,75% e, considerando a margem de tolerância, o IPCA não pode ficar abaixo de 2,25% este ano nem ser maior que 5,25%.

Como a Selic influencia? De uma maneira simplificada, funciona assim: quando ela está em patamares mais baixos, os juros do mercado caem e o crédito fica mais acessível, estimulando o consumo. Esse movimento, no entanto, acaba deixando o controle da inflação mais vulnerável já que, por causa do mercado aquecido, os preços tendem a subir.

Em contrapartida, quando a Selic está mais alta, o crédito encarece, o consumo diminui e os preços tendem a baixar.

Na avaliação do mercado financeiro, a taxa Selic vai continuar subindo nas reuniões do Copom e a mais recente previsão é de que vai terminar 2021 em 5,5% ao ano.

Por: Milena Abreu (Agência Rádio2)

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