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Pandemia reduz expectativa de vida no Brasil

Efeito do corona vírus faria estimativa recuar 6 anos; brasileiro viveria 74,8 anos
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segunda, 03/05/2021 as 09:23
Foto: Reprodução

A expectativa de vida dos brasileiros hoje é de 76,6 anos, mas deve recuar para 74,8 devido ao efeito devastador da pandemia do coronavírus. Este número foi calculado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos - uma das mais conceituadas do mundo – e se refere a pessoas nascidas no Brasil em 2020, quando começou o contágio da Covid-19 por aqui.

Se esse recuo realmente ocorrer, o país verá a estimativa de idade de seus habitantes atingir o patamar do ano de 2013, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística calculou que o brasileiro, em média, vivia menos de 75 anos. Já a estimativa do IBGE para os cerca de 76 anos e meio, foi apresentada em 2019, ou seja, pode haver uma defasagem, um retrocesso, de 6 anos na expectativa de vida.

E quem nascer depois da pandemia vai sofrer mais que a geração pré-Covid se o assunto for aposentadoria. Se a reforma da previdência adiou ainda mais o tempo de o trabalhador parar de trabalhar, a tendência é que a pandemia dificulte as coisas ainda mais para a nova geração, que teria de esperar uma eternidade para alcançar o esperado tempo de trocar o uniforme e o crachá da empresa pelo pijama. O coronavírus foi cruel, só em termos de saúde, mas  também no mercado de trabalho e, sem emprego, fica cada vez mais difícil alcançar o tempo mínimo de contribuição junto ao INSS, requisito básico para se aposentar.

Ruim para o trabalhador, ruim para o governo. Outro efeito perverso da doença é que, com o desemprego em alta, a arrecadação do Regime de Previdência mingua. E o Brasil já tem historicamente sofrido com o rombo da previdência (que inclusive motivou a reforma) e continua como um dos maiores buracos orçamentários do governo central. Em fevereiro, o rombo atingiu R$ 21 bilhões. Deste montante, R$ 18,6 se referem ao sistema de aposentadoria.

Por: Edilon Rocha (editor-chefe)

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